sábado, 13 de agosto de 2016

Capítulo 10 - Um Trabalho Empolgante





Como eu havia dito antes, o senhor de boa aparência estava parado, parecendo aflito no meio do salão da biblioteca.
 Nos apresentamos e ele começou logo a me contar a situação sem nem ao menos se sentar. Estava muito nervoso e ficou muito sem graça ao me contar que havia perdido um bloco de anotações importantíssimas em uma tumba no Egito e que ele não poderia ir até lá tão cedo. Me entregou um mapa feito a mão de onde o bloco poderia estar. E que eu deveria partir o mais rápido possível para o Egito para resgatar o tal bloco que estaria dentro de uma bolsa (e eu comecei a imaginar se o que ele tanto queria seria mesmo o bloco ou haveria mais alguma coisa naquela bolsa que o fizesse contratar alguém para ir buscar). Me entregou uma passagem de ida e outra de volta. E mais algum dinheiro para que eu me hospedasse na cidade e comprasse umas roupas para a jornada, fora um cheque com adiantamento pelo trabalho. Eu tinha todo o dia seguinte para me preparar para a aventura.
Meu queixo caiu quando vi o valor do cheque.


Isso estava bem empolgante. Iria ao Egito e conheceria uma pirâmide.
Mas nem tudo era tão simples,com quem eu deixaria o Oto? Poderia pedir a Margareth que cuidasse dele, mas minha casa era bem afastada da dela. Deixá-lo no apartamento dela nem pensar. Era um apartamento pequeno e Oto o destruiria em um dia.
Meu cliente notou que eu estava um pouco apreensivo e me perguntou o que estava havendo e como eu não tinha muitas opções falei o que se passava e ele gentilmente se ofereceu para que Oto passasse os dias que fossem necessários com ele. Morava em uma casa grande com um bom quintal. Que alívio! Pelo menos pra mim, pobre homem, não sabia o que o esperava.

De posse de todas as informações sobre o caso, fui para casa tentar deixar tudo limpo e não correr o risco de ao voltar encontrar a casa infestada de baratas novamente. 
 Aproveitei e tentei ensinar um pouco de bons modos para Oto.
 

Pela manhã fui visitar Margareth para lhe contar a novidade e que ficaria alguns dias fora.
Aproveitei para demonstrar meu amor e carinho por ela, não queria que esfriasse entre nós enquanto eu estive longe. Queria deixar uma boa impressão para que ela pensasse em mim o tempo que eu estivesse fora. Ela me acompanhou até a portaria e me deu um abraço que aqueceu meu coração.
 
Voltei pra casa agitado, tenso. Era um misto de alegria, nervosismo e ansiedade por ir viajar. Estava bem empolgado, mas depois de ter me despedido de Margareth a vontade de ir se misturava a vontade de ficar. 
E estava com dor de cabeça, devia ser o estresse. 
O dinheiro que eu receberia, além do adiantamento que já recebera em cheque (e não era pouco) me ajudaria bastante no meu projeto de comprar uma casa. Já daria para dar uma boa parte do pagamento. E se eu encontrasse o tal caderno de anotações receberia um belo bônus. Isso era muito animador. Pena não poder levar Margareth. Mas afinal eu estava indo a trabalho, não sabia o que me esperava no Egito.
Eu não queria perder tempo e naquela mesma noite levei Oto até a casa do Sr. Raymond (esse era o nome dele) e descobri que ele morava não muito longe de mim, em uma das casas luxuosas das redondezas. Eu nunca o havia visto porque quando não estava viajando ele ficava estudando em seu escritório. 
Pela manhã bem cedo chamei um taxi e parti para o aeroporto. Egito, aqui vou eu.
Estava ansioso e animado. Mal consegui dormir durante a viagem. Enfim lá estava eu naquelas terras cheias de belezas e mistérios.


O local onde ficaria hospedado era bem interessante, uma pequena hospedagem com opções para campistas no terreno em frente. Felizmente eu não teria que ficar do lado de fora, aluguei um quarto, mas nem parei para descansar. Mas estava com fome e a cozinha do local era bem convidativa.


Os outros hóspedes e a zeladora me deram algumas informações sobre o local e logo fiquei sabendo que a pirâmide estava fechada para visitação já fazia algum tempo e que ficaria assim por mais 2 dias. O que eu faria nesse tempo? Havia muitos locais para visitar, mas eu estava aflito em começar a trabalhar. O mapa que o Sr. Raymond me dera mostrava apenas a localização da pirâmide que eu tinha que ir e uma série de túneis e salas dentro dela e o local onde ele achava que teria deixado suas anotações. Não me ajudaria a passar aqueles 2 dias na cidade. Felizmente havia vários mapas e guias no painel fora da hospedagem. Pensei em aproveitar o tempo conhecendo os lugares lindos que havia por ali. Mas não sem antes deixar meus cartões no mural, na mesinha da sala, nos quartos e com alguns moradores e no mercado. Nunca se sabe se um trabalho extra pode aparecer e render distração e dinheiro. 

http://thesimsumanovavida.blogspot.com.br/2016/08/capitulo-11-curtindo-o-egito-adoidado.html



1 comentários:

  1. Só espero que o Sr. Raymond não desconte do pagamento por prejuízos materiais causados por Oto.
    Tô amando a leitura!

    ResponderExcluir